Complexo, Doe, Gols Pela Vida, Hospital, Instituto de Pesquisa

Em 2019, Semana Mundial do Aleitamento Materno chama a atenção para a importância da participação da família

Nesta data, o Hospital Pequeno Príncipe também reforça a necessidade do apoio e do incentivo do pai e demais familiares à mãe no processo

A atriz Sheron Menezzes e o seu marido Saulo Bernard foram padrinhos, em 2018, da campanha do Ministério da Saúde para a Semana Mundial da Amamentação: vínculos familiares fazem a diferença no processo.

A amamentação é fundamental para o desenvolvimento dos bebês e previne, por exemplo, alergias, anemias e infecções respiratórias. Por isso, na Semana Mundial do Aleitamento Materno, celebrada entre 1.º e 7 de agosto, em mais de 120 países, o Hospital Pequeno Príncipe reforça a importância desse ato de amor para assegurar o desenvolvimento saudável das crianças.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), se todos os meninos e meninas do mundo fossem amamentados, seria possível salvar a vida de 820 mil crianças de até 5 anos anualmente. Orientações da OMS e do Ministério da Saúde reforçam que a amamentação, em até uma hora após o nascimento, protege o bebê de infecções e reduz a mortalidade infantil. “O leite materno é insubstituível. Rico em proteínas, gorduras e vitaminas. Ele é nutricionalmente bom e sua capacidade de digestão é perfeita”, lembra o médico pediatra neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe, Luiz Renato Valério.

O médico pediatra neonatologista do Hospital Pequeno Príncipe, Luiz Renato Valério.

Com o tema “Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!”, a campanha em alusão à Semana Mundial da Amamentação desse ano tem como objetivo enfatizar a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, e não apenas da mãe, na garantia do aleitamento. “A amamentação é uma questão familiar. O ato é executado pela mãe, mas ele será mais amplo, carinhoso e consistente se tiver o apoio e incentivo do pai e toda a família”, considera Valério.

Dados

Um levantamento da Organização Mundial da Saúde, referente ao ano de 2017, aponta que apenas 38% das crianças são alimentadas exclusivamente com o leite da mãe até os 6 meses. Os dados revelam ainda que apenas 32% delas continuam sendo amamentadas até os 2 anos.

De acordo com Valério, diversos fatores podem interferir na amamentação, por conta disso, os estímulos de familiares às mães são fundamentais. Se houver alguma dificuldade no aleitamento, é preciso verificar se a posição do bebê está correta e se a mãe está emocionalmente bem. “O estresse, por exemplo, pode atrapalhar a produção de leite. Dessa forma, ter um ambiente acolhedor e tranquilo é extremamente importante para a mãe”, explica o pediatra.

O médico lembra ainda que algumas mulheres podem não conseguir amamentar simplesmente porque não produzem leite ou porque podem ser vítimas de doenças infecciosas que podem ser transmitidas aos bebês. “Nesses casos, o apoio à mãe também é importante para que elas não se sintam culpadas”, aponta.

De acordo com o pediatra, para essas situações faz-se necessário o uso das fórmulas infantis ou compostos lácteos. “O mercado desses produtos é enorme e conta com variações de composição e sabores. Por isso, eles devem sempre ser indicados pelo pediatra, que irá definir qual é o melhor leite ou composto para a quantidade de nutrientes a ser reposto”, esclarece Valério.

O médico ressalta que o fundamental é o fortalecimento de vínculos entre mãe e filho no processo de alimentação. “É um ato repleto de amor, que também auxilia no desenvolvimento dos pequenos”, finaliza.

+ Notícias

Faça sua doação