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Diagnóstico precoce auxilia na luta contra a tuberculose

Nesta data, 24 de março, dedicada ao combate à doença, o alerta é para o alto índice de contaminação e a necessidade do diagnóstico precoce

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil novos casos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da enfermidade no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar disso, tem cura e o tratamento é disponibilizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta sexta-feira, dia 24, é lembrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, com o objetivo de reduzir os índices da doença e conscientizar a população sobre o tema.  A enfermidade é de transmissão aérea, por meio da fala, espirro ou tosse.

Estima-se ainda que em um ano uma pessoa contaminada possa infectar, em média, de 10 a 15 indivíduos.  “Esse é o grande perigo do diagnóstico tardio e a razão da prevalência da tuberculose”, afirma o infectologista do Hospital Pequeno Príncipe, Victor Horácio de Souza Costa Junior. Apesar do risco de adoecimento ser maior nos primeiros dois anos após a infecção, uma vez contaminada, uma pessoa pode adoecer em qualquer momento de sua vida.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações ou fazer com que o bacilo da tuberculose se instaure em outros órgãos e sistemas. “Uma tosse persistente acompanhada ou não de sangue, febre baixa e emagrecimento são sinais de alerta”, destaca o médico.

A prevenção da doença se dá por meio da vacina BCG, que deve ser tomada após o nascimento ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias. Ela está disponível gratuitamente pelo SUS, inclusive em maternidades.

Vulnerabilidade social

Além dos fatores relacionados ao sistema imunológico de cada pessoa, a tuberculose é agravada pela determinação social, diretamente ligada à pobreza e exclusão. Isso ocorre devido às condições de saúde e vida a que esses indivíduos estão expostos. De acordo com o Ministério da Saúde, pessoas em situação de rua têm 56 vezes mais chances de adoecer pela enfermidade e são responsáveis por 6,9% dos novos casos.

 Formas de tuberculose

A tuberculose afeta prioritariamente os pulmões, mais pode acometer outros órgãos e sistemas, seja pela instauração do bacilo nesses locais ou por complicações ocasionadas pelo diagnóstico tardio. Confira as principais formas da doença:

Pleural: é a forma de tuberculose extrapulmonar mais comum. Acomete a pleura, membrana que recobre os pulmões. Os sintomas incluem também dor torácica unilateral e falta de ar.

Ganglionar: caracteriza-se pelo aumento de linfonodos na região do pescoço. No início, os gânglios têm crescimento lento e são indolores; posteriormente, aumentam de volume e tendem a se agrupar, podendo criar fístulas na pele. As secreções são contagiosas e podem transmitir a doença.

Óssea: esse tipo costuma envolver a coluna vertebral e causa, progressivamente, a destruição das vértebras. A situação pode piorar quando a medula é acometida, o que gera dor intensa e alteração neurológicas, que podem incluir até mesmo a paralisia de membros.

Urinária: tem sintomas similares à infecção urinária, porém sem resposta a antibióticos. Se não tratada a tempo, pode levar a deformidades do sistema urinário e insuficiência renal terminal.

Cerebral: é o tipo mais grave de tuberculose, pois pode evoluir para uma meningite ou à formação de tuberculomas cerebrais – tumores no sistema nervoso central

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