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Dia Mundial de Luta Contra a Aids: cuidados na gestação impedem a transmissão do vírus HIV às crianças

De acordo com dados do Ministério da Saúde, houve uma redução dos casos nos últimos anos por conta da conscientização e cuidados no pré-natal

Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids (1º/12), o Hospital Pequeno Príncipe faz um alerta para a necessidade de conscientização sobre a doença e, principalmente, para os cuidados que devem ser adotados ainda na gestação. Nos últimos anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, houve uma redução nos casos de transmissão do vírus de mãe para filho.

Em 2019, Umuarama, cidade do interior do Paraná, recebeu a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV. Curitiba foi a primeira cidade a receber o documento, em 2017. A capital paranaense manteve o título de cidade livre da transmissão de mãe para filho do vírus causador da aids este ano.

De acordo com a médica infectologista do Hospital Pequeno Príncipe, Marina Assahide, esses resultados são reflexo de medidas preventivas. “A diminuição do índice é reflexo de uma ampliação do teste pré-natal e do uso de medicamentos para gestantes, que reduzem o contágio de mãe para filho de 28% para 1%”, explicou.

Desafio

Apesar dos bons resultados, a desinformação ainda é um fator importante na disseminação desta doença entre a população. “Infelizmente, pessoas do interior do Brasil acabam vivendo mais essa realidade. Muitos, inclusive, recebem o diagnóstico aqui no Pequeno Príncipe mesmo, depois de apresentarem alguns sintomas da doença”, disse. Entre as características da enfermidade estão a febre recorrente, dificuldade de ganhar peso, insuficiência no crescimento, diarreia intermitente, entre outros.

O tratamento da aids envolve o uso de medicamentos durante toda a vida. “Apesar disso, a enfermidade deve ser tratada normalmente, como uma doença crônica comum”, afirmou a médica. Ela ainda aponta alguns cuidados que devem ser tomados. “Também se faz necessário o uso de preservativos durante as relações sexuais, que atualmente estão mais precoces, e o não compartilhamento de agulhas e seringas ”, reiterou.

Certificação

A eliminação da transmissão vertical do HIV, juntamente com a redução da transmissão vertical da sífilis e da hepatite B, está entre as prioridades do Ministério da Saúde para o controle das infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das doenças de condições crônicas. São elegíveis à certificação municípios com mais de 100 mil habitantes e que atendam a critérios estabelecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre esses critérios, estão a taxa de detecção de HIV inferior a 0,3 casos por mil nascidos vivos, e a proporção anual inferior a 2% de crianças expostas ao vírus que soroconverteram (quando tornam-se positivas para o HIV).

 

 

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