Complexo, Hospital

Cuidado com o volume dos aparelhos eletrônicos

Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, 10 de novembro, o Hospital Pequeno Príncipe faz um alerta aos pais para estarem atentos aos altos sons, que podem causar lesões auditivas graves

Cada vez mais utilizados pelas crianças e pelos adolescentes, os aparelhos eletrônicos emitem sons que, quando em volume excessivo, podem causar graves lesões auditivas. Neste Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, 10 de novembro, o alerta é direcionado para os pais e cuidadores, que com dicas simples, podem evitar danos nos ouvidos dos meninos e meninas e prevenir a surdez.

“O uso de fones pode ser muito perigoso. Para saber qual é o volume adequado, o ideal é analisar se mesmo com um palmo de distância da orelha, é possível escutar o som. Se sim, o volume está muito alto”, explica o otorrinolaringologista do Hospital Pequeno Príncipe, Rodrigo Guimarães Pereira.

Outra dica é deixar o som dos smartphones e videogames na metade da potência, ou menos que a metade. “Quando o volume é superior, as células internas do ouvido são prejudicadas e esse som alto gera lesões permanentes”, destaca o médico.

Sentir um zumbido nos ouvidos pode ser um sinal de lesão. “É cada vez mais comum que os adolescentes se queixem de zumbidos no ouvido. Nesses casos, é muito importante procurar um médico. Quanto antes a lesão for diagnosticada, mais fácil e efetivo é o tratamento”, relata o profissional.

Surdos congênitos

Em bebês com condições normais de saúde, a surdez atinge de 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos. Uma das formas de identificar a perda auditiva, e também outros tipos de alterações nos ouvidos, é o Exame de Emissão Otoacústica, mais conhecido como Teste da Orelhinha. Estudos indicam que um bebê que tenha diagnóstico e intervenção fonoaudiológica até os seis meses de vida pode desenvolver a linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.

Estar atento ao comportamento das crianças também é muito importante. “A desatenção, não se assustar com barulhos intensos e não se acalmar com a voz materna podem ser alguns indícios de alterações auditivas”, ressalta o otorrinolaringologista.

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