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Complexo, Hospital

Crianças sírias e haitianas são atendidas pelo Hospital Pequeno Príncipe

Os imigrantes passaram por avaliações na instituição como a checagem do calendário vacinal, do crescimento e desenvolvimento, da pressão arterial, além de exames físicos

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Um encontro inesperado entre duas nações. De um lado, refugiados sírios, do outro, haitianos. Juntos, por um objetivo em comum: a saúde de seus filhos, sobrinhos e irmãos. O Hospital Pequeno Príncipe foi o palco dessa união. Nesta sexta-feira, dia 5, um primeiro grupo de 25 crianças sírias e haitianas refugiadas passou por avaliações na instituição como a checagem do calendário vacinal, do crescimento e desenvolvimento, da pressão arterial, além de exames físicos. A ação contou com intérpretes para intermediar a questão de comunicação.

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O objetivo é facilitar a inserção dos imigrantes nas Unidades Básicas de Saúde próximas de suas casas. “Eles passam por uma série de exames e depois recebem um formulário em português que atesta a condição de saúde na qual se encontram”, explicou o médico do Hospital e coordenador da ação, Victor Horácio Costa. Para ele, as crianças não são as únicas privilegiadas. “Nós aprendemos muito com isso. É uma ação importante do ponto de vista de solidariedade, mas que também motiva os médicos”, pontuou.

De acordo com o diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, essa iniciativa faz parte dos valores e deveres do Hospital. “Nós temos o dever de oferecer saúde em solo brasileiro para qualquer criança e família que nos procurar. Porém, mais do que isso, nossa essência aponta para a disposição de acolher. É como colocar empatia e amor à criança em uma bandeja e servir”. O diretor ainda garantiu: “essa é apenas uma semente que está sendo lançada para um programa maior com os imigrantes”.

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Muitos haitianos e sírios relataram nunca terem levado seus filhos, que nasceram no Brasil, para atendimento de saúde desde o nascimento. Alguns, há dois anos no país, jamais foram consultados por um especialista. É o caso do sírio Mario Minas, de 17 anos. “O Brasil é o melhor país do mundo para mim, mas eu ainda estou perdido por aqui. Por isso, desde que cheguei nunca fui ao médico. Essa é a minha primeira vez”, contou. “Muito bom, muito bom!”, disse – com certa dificuldade em falar português – a haitiana Faeiaah Alexandre, mãe da pequena Stechyna Alexandre Luna, de nove meses.

Síria e Haiti

Há 11.085,98 e 5.485,56 quilômetros do Brasil, respectivamente, Síria e Haiti são países que enfrentam guerras civis e desastres naturais – como o que atingiu o Haiti em 2010. Por conta disso, pedem refúgio em outros países que apresentam condições facilitadas para a imigração.

“O POVO CORAJOSO, PODE SIM O NOVO”

Para os refugiados, o acolhimento
Para as famílias, a atenção
Para as crianças, o cuidado
Em todos, o carinho na mão

Neste mundão de ganância e exclusão
De fanatismo e insanidade
De guerra e separação
De perdas e sofrimentos
Há espaço para o novo
Que vem do povo corajoso

Com cara de gente do universo
Humanidades do Brasil, Haiti, Síria
E de Pequenos Príncipes
Cenário desenhado de amor
Equidade e responsabilidades

Assim como as palavras se juntam para um poema
Pessoas de mundos diversos em cena
Verdadeiro encontro
Não do impossível
Mas do novo esperançoso!

Thelma Alves de Oliveira
– Olhar da colaboradora do HPP sobre o Mutirão de Saúde

para crianças haitianas e sírias de famílias refugiadas.

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