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Aumento dos casos de afogamento no litoral do Paraná pede atenção especial às crianças

Por conta das férias de verão, pais ou responsáveis devem ficar sempre atentos aos pequenos para evitar acidentes

As crianças nunca devem ficar sozinhas no mar, piscina ou rios: prevenção é sempre o melhor remédio.

Um dado alarmante merece atenção especial neste início de ano: de acordo com informações da Coordenação-Geral do Verão Paraná 2017/2018, o Corpo de Bombeiros registrou, em média, 29 afogamentos por dia no litoral do estado desde o começo da estação, no dia 21 de dezembro, até 1.º de janeiro – um crescimento de 89,1% em relação ao mesmo período de 2016/2017. No total, foram 350 casos de afogamento – em detrimento a 185 registrados na temporada passada.

No Brasil, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de óbitos por afogamento ultrapassa 6,5 mil casos ao ano. As crianças são as principais vítimas, sendo essa a segunda causa de morte entre meninos e meninas de um a nove anos.

Como prevenção é primordial, os pais precisam sempre acompanhar os pequenos no mar, piscina ou rios. “As crianças nunca devem ficar sozinhas, mesmo que utilizem boias. O acessório de segurança também pode ser uma armadilha, já que elas conseguem tirar com facilidade”, destaca o pediatra do Hospital Pequeno Príncipe, Eduardo Gubert.

Também é necessário respeitar as normas de segurança do ambiente. Muitas bandeiras e avisos sinalizam perigos em alguns locais. “Se está lá é para obedecer”, afirma o médico.  Em caso de acidentes, é fundamental prestar os primeiros socorros com urgência. “Caso não haja ninguém apto no local, é preciso buscar ajuda. Quanto mais rápido for o processo, menos chance de sequelas”, ressalta Gubert.

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