Políticas de Humanização

Humanização: pioneirismo nos direitos e no bem-estar das crianças e adolescentes e precursor de política pública

O foco na eficiência tecnocientífica que o Hospital Pequeno Príncipe coloca nas suas atividades de assistência tem na humanização o seu complemento essencial. Não há como conceber o saber fazer da pediatria sem a dimensão humana do cuidar.

Com tal concepção, em 1982 o Pequeno Príncipe introduziu o familiar ou responsável como acompanhante da criança e do adolescente hospitalizados. Na época ainda não era lei a criança poder contar com um acompanhante durante a internação. A iniciativa partiu do setor de Psicologia do Hospital que identificou no distanciamento do tratamento por parte da família a origem ou o agravamento de problemas tais como o maior sofrimento da criança, o aumento do estresse na equipe de trabalho, assim como mais dias de hospitalização.

Pouco a pouco foi sendo ampliado o tempo de permanência dos pais ou responsáveis junto à criança internada, até atingir o ponto em que todos os hospitalizados — inclusive na UTI —, passaram a ter um acompanhante. Além de causar a diminuição do estresse e dos casos de depressão entre as crianças e jovens hospitalizados, a iniciativa quebrou paradigmas.

Profissionais da saúde que viam na permanência de pessoas estranhas às atividades médicas no ambiente hospitalar o risco da ampliação do índice de infecção hospitalar verificaram o contrário. Dos 3,6% de infecção hospitalar registrados em 1996, o índice caiu para 1,3% em 2010.

Quanto ao tempo médio de internação das crianças e jovens, caiu de 9,69 dias para aquelas que não contavam com acompanhantes em 1992, para os atuais 3,91 dias de média geral de permanência no Hospital.

O Programa Família Participante foi pioneiro em hospital de grande porte e precursor de política pública.

Voltado para crianças e adolescentes de famílias em sua maioria de baixa renda e baixo nível de escolarização, a experiência foi sistematizada, virou livro e passou a ser utilizada como referência em outros hospitais do país.

Por conta do seu papel de protagonista na humanização hospitalar, o Pequeno Príncipe participa da Rede Humaniza SUS, criada em 2003 pelo Ministério da Saúde que, entre outras atribuições, dissemina a Política Nacional de Humanização Hospitalar.

 

politicas-de-humanizacao-1politicas-de-humanizacao-2

IMPACTOS NA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR :

  • Transforma a cultura organizacional, promove a revisão das formas, posturas e políticas de atendimento da instituição e busca, constantemente, maior valorização e comprometimento de todos os profissionais envolvidos;
  • Gera uma maior transparência na conduta dos profissionais pela presença constante da família;
  • Promove a democratização das informações, com o estímulo ao diálogo entre as famílias e os profissionais de saúde;
  • Permite a todos os colaboradores, corpo clínico, voluntários, pacientes e seus responsáveis a lembrança do princípio básico da organização: o amor à criança.

politicas-de-humanizacao-3

Os programas que garantem a permanência qualificada do familiar ao lado da criança internada pelo SUS são responsáveis pela redução de mais de 50% no tempo de internação e em 20% no índice de infecção hospitalar. O Pequeno Príncipe mantém mais de 15 programas de humanização.

 

Faça sua doação