Nefrologia

O serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe iniciou as atividades clínicas em 1985. Oferece atendimento ambulatorial e hospitalar a crianças e adolescentes até 18 anos com doenças renais e do trato urinário inferior. Possui serviço de Hemodiálise, Diálise Peritoneal e Transplante Renal, além de Ambulatório Geral de Nefrologia e Ambulatórios Especializados para atender pacientes com insuficiência renal crônica em tratamento conservador, litíase, tubulopatias, glomerulopatias, bexiga neurogênica e hipertensão arterial.

Juntamente com os médicos, há o apoio de equipe multidisciplinar, englobando enfermeiro, psicólogo, nutricionista, nutrólogo e assistente social.

Desde 1999, o serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe também dispõe de uma vaga para a Residência de Pediatria – área de atuação em Nefrologia, e oferece estágios para Médicos Residentes de Pediatria (primeiro e segundo ano) vindos do Hospital Pequeno Príncipe e de outros hospitais no Brasil.

Agendamento

Particular e convênio: (41) 3310-1293 e (41) 3310-1355, das 8 às 17h.

Telefones

Secretaria (41) 3310-1371
Hemodiálise (41) 3310-1492
Enfermaria (41) 3310-1248
Transplante (41) 3310-1481

Horário de atendimento da secretaria do serviço: das 8h às 17h de segunda a sexta-feira.

E-mail: nefrologia@hpp.org.br

Atividades

O serviço de Nefrologia dedica-se ao diagnóstico e tratamento das doenças que atingem os rins e o trato urinário inferior (ureteres, bexiga e uretra). Abaixo estão listadas as doenças a que a Nefrologia se dedica:

1- Insuficiência renal aguda: quando os rins param de funcionar repentinamente em função de doenças graves, como infecções generalizadas, após cirurgias grandes ou por uso de medicamentos que agridem os rins.

2- Insuficiência renal crônica: quando os rins param de funcionar aos poucos, por malformações do trato urinário ou doenças que agridem os rins, como diabetes, lúpus eritematoso sistêmico, infecções urinárias de repetição e hipertensão arterial sistêmica. Observar que nem sempre o fato de urinar bem significa que os rins estão em pleno funcionamento.

3- Glomerulopatias: são as doenças que agridem o rim de diversas formas e, geralmente, são adquiridas. Podem se manifestar com perda de sangue e/ou proteína na urina. Dentre as mais comuns estão a síndrome nefrótica, glomerulonefrite pós estreptocóccica e lúpus eritematoso sistêmico.

4- Tubulopatias: são as doenças que agridem a parte do rim responsável por concentrar a urina e filtrar substâncias importantes para a regulação do organismo. Geralmente são congênitas e se manifestam com produção muito elevada de urina por dia, chegando a 5-6 litros, levando o paciente a beber quantidades grandes de líquido por dia. Dentre as doenças mais comuns estão a síndrome de Bartter, diabetes insipidus nefrogênico e síndrome de Fanconi.

5- Litíase: são as famosas pedras (cálculos) nos rins, que podem se manifestar por dor na região das costas e abdome ou apenas por sangramento urinário. Hoje, são cada vez mais frequentes em crianças devido à alimentação inadequada administrada às mesmas, como refrigerantes e salgadinhos.

6- Hipertensão arterial: hoje, o diagnóstico de hipertensão arterial é feito cada vez mais precocemente pelo pediatra, que está mais atento às medições de pressão arterial no seu consultório. As causas dessa doença na infância são diferentes das causas no adulto, exigindo investigação minuciosa.

7- Disfunções do trato urinário inferior: englobam as doenças da bexiga e uretra que levam às infecções urinárias de repetição, perdas de urina na roupa ou durante o sono e dificuldades para iniciar a micção.

8- Enurese: perda de urina durante o sono.

9- Bexiga neurogênica: malformações de coluna (mielomeningocele, agenesia sacral, etc.) ou lesões adquiridas da medula (acidentes, inflamações), podem levar ao não controle da bexiga pelo paciente, sendo necessárias intervenções por parte do médico para que as infecções do trato urinário sejam evitadas e os rins sejam preservados.

10- Malformações do trato urinário: são as mais comuns do nosso organismo, sendo que a grande maioria é diagnosticada no período neonatal pelo exame de ultrassom realizado na gestante. Algumas levam à dilatação dos rins, enquanto que outras, como o refluxo vesicoureteral, podem ser identificadas somente após investigação de infecção urinária, por meio do exame de uretrocistografia miccional.

Os pacientes são investigados quanto à causa de sua doença, por meio de entrevista médica, exame físico, exames laboratoriais de urina e sangue e exames de imagem pertinentes a cada caso.

Quando procurar um Nefrologista?

1- Quando a criança apresentar infecção urinária, mesmo se tratando do primeiro episódio.

2- Quando a urina apresenta coloração diferente do amarelo claro, por exemplo, escura como coca-cola, sanguinolenta ou amarelo muito escuro ou quando ao urinar surgir grande quantidade de espuma.

3- Quando o exame de urina apresentar proteínas ou sangue ou leucócitos aumentados.

4- Quando a criança inchar de maneira inesperada.

5- Quando a criança apresentar dor lombar, com urina sanguinolenta com ou sem eliminação de cálculo.

6- Pressão arterial elevada.

7- Quando a criança urinar na cama após os 5 anos de idade ou quando tiver dificuldade para sair das fraldas ou deixar escapar urina na roupa após ter saído das fraldas.

8- História de doença renal familiar. Exemplo: Rim policístico, cálculo renal.

9- Todo portador de diabete mellitus com mais de 5 anos de evolução.

10- Portador de doenças do colágeno, lúpus.

11- Quando apresentar exame de sangue com alteração das taxas de creatinina, ureia, ácido úrico, fósforo, bicarbonato e cálcio.

12 – Exame de imagem que mostre rins aumentados, diminuídos, dilatados, ou com presença de cálculos, tumores ou cistos.

13- Quando a criança for portadora de lesão congênita ou adquirida da medula espinhal.

Números relevantes

Aproximadamente 800 pacientes são atendidos a cada mês nos ambulatórios de Nefrologia (SUS, Convênios e Particulares) do Hospital Pequeno Príncipe.

Em média, são realizadas 20 sessões de diálise aguda por mês, entre hemodiálise e diálise peritoneal.

São atendidos cerca de 30 pacientes para hemodiálise e 10 para diálise peritoneal. Todos em preparo para o transplante renal. Em 2011, o Hospital Pequeno Príncipe atingiu a marca de 200 transplantes renais pediátricos realizados desde o início do serviço.

Programas especiais

Todos os membros da equipe participam ativamente de Congressos (nacionais e internacionais), Jornadas e Simpósios da Especialidade.

Informações

Chefe de equipe: Dr. Donizetti Dimer Giamberardino Filho (CRM: 5647)

Equipe médica

  • Dra. Elisane Izabela Wladika
  • Dra. Evelise Mary Tissori Vargas
  • Dr. José Eduardo Claros Mercado
  • Dra. Karen Previdi Olandoski
  • Dra. Lucimary de Castro Sylvestre
  • Dra. Mariana Faucz Munhoz da Cunha

Equipe de enfermagem

  • Mirian Desplanches Mercado
  • Mariza Batista Nagae
  • Maria de Fátima Santiago Pereira
  • Romilda Vieira dos Santos
  • Sandra Alves Martins

Psicologia

  • Bruno Jardini Mader

Assistência Social

  • Maria Cristina Trevillato Wendler

Nutrição

  • Dra Karin Knabben
  • Bruna Mansur Lago (nutricionista)